Escrito por A Direcção da União dos Trabalhadores de Aveiro
04-Mar-2010
Nota à imprensa
CENTENÁRIO DAS COMEMORAÇÕES DO 8 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER NO DISTRITO DE AVEIRO
Em 1910, há precisamente 100 anos, um grupo de 100 mulheres, oriundas de 17 países, reunidas em Copenhaga, proclamaram o dia 8 de Março, como um Dia Internacional de Luta das Mulheres, em homenagem às operárias têxteis de New York que, em 1857, enfrentando corajosamente a repressão patronal, entraram em greve, lutando por condições de trabalho mais dignas, nomeadamente pela redução do horário de trabalho de 16 para 10 horas diárias.
No ano seguinte, mais de um milhão de mulheres na Europa e nos Estados Unidos celebraram o dia 8 de Março. E o Movimento nunca mais parou, até que em 1975 a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou o 8 de Março como o Dia Internacional da Mulher.
Decorridos que são 100 anos sobre a reunião de Copenhaga e 153 sobre a heróica luta de New York, e apesar das normas nacionais e internacionais terem consagrado o direito de igualdade de oportunidades e tratamento entre mulheres e homens, ainda estamos longe de atingir a sua efectiva aplicação, tanto no trabalho como na sociedade.
Recorrendo aos dados publicados pelo IEFP, observa-se que o número de desempregados registados no distrito, no mês de Janeiro/2010, é de 40.340. Mais 2193 que em Dezembro de 2009.
Trata-se de um aumento, em termos de variação mensal, que nem nos piores momentos de 2009, se verificou.
Acresce que o IEFP não explica a razão porque refere um aumento de 2193 desempregados, quando o número de inscritos por motivos diversificados, foi de 4272. O apagão continua.A situação social do distrito está a degredar-se de forma muito perigosa. Ela confirma as análises que a União dos Sindicatos de Aveiro vem fazendo, e exige que o poder político nacional e regional abandonem urgentemente, a cátedra de arrogância em que invernaram e se mostrem à altura da situação.
É preciso e urgente que ouçam com atenção e discutam com a União dos Sindicatos, e com outras forças sociais, as propostas para travarmos a situação.
A União dos Sindicatos de Aveiro, aconselha vivamente o governo e o poder regional,
a lerem e a interpretarem a situação social actual, à luz dos nove indicadores que referimos no nosso Relatório de Dezembro/09, que lhes foi entregue e é público.
Aconselhamos igualmente a explicarem, qual a razão porque aumenta tanto o
desemprego ao mesmo tempo que continuam os apoios ao patronato, designadamente por via do OGE, e da Segurança Social.
Está na hora, do governo deslindar quais são as empresas apoiadas para manter e criar postos de trabalho, quais os objectivos dos apoios, de fazer balanço.
Governo e patronato estão crescentemente a transformar a Segurança Social, numa autêntica vaca leiteira dos seus interesses políticos e financeiros :
• Eles são os milhares de milhões de euros de dívidas declaradas e muitos outros milhões de dívidas não declaradas.
A Brutal fuga às contribuições, por via da não declaração de toda a massa salarial.
Os milhares de milhões de euros em consequência das sucessivas reduções das contribuições dos patrões, decididas pelo governo.
Os avultados custos com as chamadas medidas de apoio ao emprego.
O negócio da indústria do desemprego e da formação profissional, com pagamento pela Segurança Social, dos subsídios, salários em atraso, Lay off e indemnizações por despedimento.
O crescente recurso ao trabalho a negro, inclusive de trabalhadores em situação de desemprego, sem que se verifique por parte da administração do trabalho, medidas de fiscalização, penalização, e de legalização dessas situações fraudulentas.
Escrito por A Direcção da União dos Trabalhadores de Aveiro
11-Fev-2010
Nota à imprensa
Dirigentes Sindicais – perseguidos!
Depois do ataque aos salários, ás convenções colectivas de trabalho e dos direitos em geral, começam a surgir com frequência, casos de repressão e perseguição aos Dirigentes e Delegados Sindicais, no sentido de anular a resistência organizada dos trabalhadores, contra os desmandos do patronato.
O que se está a passar na empresa corticeira Corks Ribas, na Feira, na Rebelde e na ExporPlás no Concelho deOvar, éelucidativo:
A Corks Ribas, instaurou um processo disciplinar com intenção de despedimento ao Delegado Sindical, por no exercício das sua funções e por via do Sindicato, ter solicitado a intervenção da ACT sobre questões relacionadas com a Higiene e Segurança no Trabalho, não obstante ter feito orelhas moucas às queixas dos trabalhadores.
Entretanto e ainda não satisfeitos, instaurou também processos disciplinares a quatro trabalhadores que são testemunhas do Delegado, três dos quais permanecem, com esteà porta da empresa..
ARebelde,comunicou à Dirigente Sindical da empresa, que estava impedida de fazer trabalho extraordinário, pelo facto de esta ter exercido o direito legal de explicar ás colegas, os mecanismo da bolsa de horas;
A ExporPlás deixou de actualizar os salários a uma trabalhadora depois de esta ter assumido a função de Dirigente Sindical, recusou-se a pagar os quatros dias para o exercício da actividade sindical como determina o Código de Trabalho, pressionou a para rescindir o contrato por o mútuo acordo e finalmente instaurou um processo disciplinar com intenção de despedimento.
Já depois do processo, o patrão insultou descaradamente a Dirigente Sindical quando esta distribuía um comunicado à porta da empresa. Foi apresentada queixa-crime no posto da GNR, em Esmoriz.
Este é o resultado da crescente subordinação do poder político face ao capital, que está a gerar nas empresas um clima de impunidade, que é preciso travar.
DIF/USA
Fev 2010
Processo Rohde – Um fartar de vilanagem!
Escrito por A Direcção da União dos Sindicatos de Aveiro
10-Fev-2010
Nota à imprensa
Processo Rohde – Um fartar de vilanagem!
A Rohde, empresa de calçado situada no Concelho da Feira, que contou já com cerca de 3.000 trabalhadores, de “dificuldade em dificuldade”, de apoios e mais apoios financeiros do Estado e da Segurança Social, com o objectivo sucessivamente anunciado de evitar o mal maior, tem hoje formalmente 1.000 trabalhadores.
Formalmente, porque não obstante os apoios financeiros, das contínuas promessas de garantia dos postos de trabalho, a empresa encontra-se actualmente envolvida num nebuloso processo de insolvência. Há um mês, a solução para a viabilização passava pela garantia da manutenção de 50% dos postos de trabalho, para virem ontem falar apenas em 150.
Por outro lado, o processo Rohde é mais um evidente caso de delito comum pela forma como são desbaratados fundos públicos e pelo aproveitamento político mesquinho, de que tem sido alvo.
Os factos mais recentes são elucidativos. Em Agosto de 2009, as trabalhadoras foram de férias, regressaram no início de Setembro e não havia trabalho.