1º MAIO 2026
LUTAR PELA VIDA MELHOR A QUE TEMOS DIREITO!
SALÁRIOS, DIREITOS, SERVIÇOS PÚBLICOS
DERROTAR O PACOTE LABORAL!


Milhares de trabalhadores vindos de todo o distrito desceram a Av. Dr. Lourenço Peixinho até ao Largo do Rossio.

No ano em que se comemorou o 52 aniversário do 25 de Abril e se assinala os 140 anos do massacre de Chicago, nos Estados Unidos da América, de que resultou o assassínio e a prisão de trabalhadores e sindicalistas, milhares de trabalhadores vindos de todo o Distrito, correspondendo ao apelo dos Sindicatos e da União dos Sindicatos de Aveiro/CGTP-IN, concentraram-se, hoje, pelas 15 horas, no Largo da Estação da CP em Aveiro, para participarem na manifestação do Dia Internacional do Trabalhador.


Os trabalhadores do distrito saíram à rua, muitos dos quais exercendo o direito de greve, afirmando a sua determinação na luta para defender os direitos e exigir melhores condições de vida e de trabalho. Tratou-se de uma manifestação animada, combativa e com força como comprovam as diversas palavras de ordem gritadas designadamente: “O Pacote Laboral é Retrocesso Social!; Só mais um empurrão, e o Pacote vai ao chão!; Não vamos desistir, o Pacote é p’ra cair!; Não podemos aceitar empobrecer a trabalhar!; Para os patrões são milhões, para os salários só tostões!; Mais salário! melhores pensões!; O custo de vida aumenta o povo não aguenta!; Queremos Paz, Pão e o Direito à habitação!; Público é de todos! privado é só de alguns!; A luta continua, nas empresas e na rua!; Saúde, Educação e Segurança Social, direito universal!; Liberdade sindical é direito constitucional; 35 horas para todos sem demoras!; Precariedade não! Estabilidade sim!; O trabalho é um direito! sem ele nada feito!; Direito à contratação está na constituição!; É inter, é jovem é Interjovem; CGTP unidade sindical; O povo unido jamais será vencido”.

Já no Largo do Rossio, Bernardo Santos, dirigente da Interjovem, afirmou que querem fazer crer que aquilo que os jovens precisam mesmo é da legalização dos despedimentos sem justa causa e de trabalhar uma vida toda a contratos a termo. Querem que os jovens acreditem que é nos estágios, contratos a termo, recibos verdes, ou na subcontratação que está a receita para que sejam eternamente livres e jovens, e para que nunca passem do nível zero da sua carreira. É assim que nos querem, para sempre com salários baixos, sem poder comprar casa, com menos direitos e mais vulneráveis. Chamam-lhe de modernidade.
Procuram iludir-nos com o banco de horas, ora individual, ora por acordo. Procuram mil e um maneirismos linguísticos para nos convencer de que aquilo que precisamos é de trabalhar mais duas horas por dia sem que nos paguem o trabalho extraordinário. Apesar dos avanços tecnológicos e aumentos da  produtividade, apesar de sermos a geração mais qualificada de sempre, para os patrões precisamos sempre de trabalhar mais e por menos dinheiro. Dizem que
precisamos de ter capacidade de sacrifício, quando os nossos salários não chegam aos mil euros e os lucros deles já andam nos 30 milhões de euros por dia.
Terminou, referindo que o que precisamos, todos nós, que trabalhamos em Portugal, é de nos organizar e unir, que nos aumentem os salários, para que não tenhamos que emigrar, para que possamos antes ficar junto das nossas famílias, construir o nosso futuro. Precisamos de salários altos porque é assim que fica cá o dinheiro, que podemos consumir e pôr a economia a crescer!

A luta que travamos não pode parar aqui, a luta tem mesmo de continuar! Lutar porque é esse o caminho da transformação das nossas vidas, lutamos porque sabemos que o Pacote é para cair mas também pela vida a que temos direito, pelo aumento dos salários, pelo direito a ser jovem, pela estabilidade que precisamos para nos emancipar e termos nas nossas mãos o destino das nossas vidas!

Adelino Nunes, Coordenador da União dos Sindicatos de Aveiro, começou por saudar todos os que estão nesta grande Manifestação e em mais 32 iniciativas que a CGTP-IN realiza por todo o País, muitos dos quais exercendo o direito de greve, afirmando a sua determinação na luta. Afirmou que o governo PSD/CDS, com o apoio do CH e IL, tem em marcha uma política de assalto aos direitos fundamentais e de afronta à Constituição da República Portuguesa que atinge quem trabalha e trabalhou, fragiliza os serviços públicos e compromete as funções sociais do Estado. A estratégia em curso procura enfraquecer os direitos laborais e pôr em casa direitos essenciais, como a saúde, a educação, a protecção social e a habitação, entre outros.

A estes ataques acresce o aumento do custo de vida, que sofreu, desde o início do ano, significativos agravamentos, nomeadamente na alimentação, energia, habitação, entre outros, intensificados pela escalada com a guerra dos EUA e Israel contra o Irão e a especulação que lhe está associada.

Às dificuldades vividas por quem trabalha, pelas famílias, pelos reformados e pensionistas, por via dos baixos salários, das baixas pensões, da precariedade e do aumento da exploração, soma-se, ainda, a deliberada degradação dos serviços públicos, em particular, do Serviço Nacional de Saúde, que exige investimento, valorização dos profissionais e reforço da capacidade de resposta pública.

É neste quadro que o Governo insiste em impor o Pacote Laboral, procurando abrir caminho para o agravamento da política de direita ao serviço dos grupos económicos e financeiros, para o aumento da exploração, cumprindo assim os compromissos assumidos com o patronato. Trata-se de piorar uma lei que já hoje é muito prejudicial para quem trabalha e, deste modo, perpetuar os baixos salários, impor a legalização dos despedimentos sem justa causa, agravar e eternizar a precariedade, desregular e prolongar, ainda mais, os horários de trabalho, atacar os direitos de maternidade e paternidade, destruir a contratação colectiva e os direitos nela consagrados, atacar a liberdade sindical e o direito de greve.

A luta desenvolvida exige a retirada do Pacote Laboral e o abandono, por parte do Governo, da sua intenção de agravar ainda mais uma legislação que contribui para o aumento da exploração, aprofunda as desigualdades e perpetua os atrasos do país.

Terminou afirmando que, para responder a este enorme ataque aos direitos e afirmar um outro rumo para o país, é necessário a elevação e a ampliação da luta organizada, uma grande demonstração da indignação, do protesto, da exigência e da força dos trabalhadores, com a realização de uma Greve Geral no próximo dia 3 de Junho, sob o lema “Derrotar o Pacote Laboral!

Não ao retrocesso! Por mais salário, mais direitos, mais serviços públicos”.
Uma Greve Geral contra o Pacote Laboral e a política ao serviço do capital, pelo aumento geral e significativo dos salários e pensões, contra o aumento do custo de vida e pelo controle dos preços, pela revogação das normas gravosas da legislação laboral que já hoje tanto prejudicam os trabalhadores, pela defesa e reforço dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, por uma vida digna para todos os que trabalham e trabalharam, pela aplicação dos direitos de Abril que a Constituição consagra.

É preciso uma política de desenvolvimento e progresso, que responda aos problemas dos trabalhadores e do país. E não uma política de retrocesso e exploração como a que o governo do PSD/CDS e os seus aliados do CH e IL defendem.

O nosso compromisso é de resistência e de luta por melhores salários e direitos. No final, foi aprovada uma Resolução, onde os presentes assumiram o compromisso de intensificar a mobilização e o esclarecimento dos trabalhadores para a construção de um novo rumo para o País.

Para o efeito, os presentes assumiram a sua disponibilidade para a elevação e a ampliação da luta organizada e para participar activamente na Greve Geral convocada pela CGTP-IN para o próximo dia 3 de Junho, sob o lema “Derrotar o Pacote Laboral! Não ao retrocesso! Por mais salário, mais direitos, mais serviços públicos”.


DIF/USA/CGTP-IN
Aveiro, 1 de Maio de 2026

 

 

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