Desemprego no distrito de Aveiro - > Dezembro 2025
(Documento em formato PDF, 438 Kbytes) actualizada em 12-01-2026
Mapa resumo do desemprego registado em 2025 no distrito de Aveiro. Censos Distrito de Aveiro-2021
Resolução da Manifestação contra o Pacote Laboral - 13 de Janeiro de 2026
«Manifestação contra o Pacote Laboral»
- Entrega ao Primeiro-Ministro das mais de 190 mil assinaturas recolhidas no abaixo-assinado - 
A Greve Geral realizada no dia 11 de Dezembro registou uma participação massiva de trabalhadores do sector privado, da Administração Pública Central, Regional e Local, bem como nas empresas do Sector Empresarial do Estado. Com a adesão de mais de 3 milhões de trabalhadores, esta Greve Geral foi uma poderosa resposta à violenta ofensiva que representa o pacote laboral e a política de direita ao serviço dos grupos económicos e financeiros que ataca salários, direitos e serviços públicos, protagonizada pelo governo do PSD/CDS e apoiada pelo CH e IL.
A luta desenvolvida tem sido realizada num quadro marcado pelas enormes dificuldades sentidas pela maioria dos trabalhadores para assegurar os mínimos para uma vida digna, dificuldades essasagravadas pelo brutal aumento do custo de vida e por um ataque concertado aos direitos. Um ataque levado a cabo pelo governo, em resposta aos anseios dos patrões para aumentar a exploração, degradando as condições de vida de quem vive do seu trabalho.
Pretendem piorar uma lei que já hoje é muito prejudicial para quem trabalha para ser usada como arma contra os trabalhadores. Querem perpetuar os baixos salários, impor os despedimentos sem justa causa, agravar e eternizar a precariedade, desregular e prolongar ainda mais os horários de trabalho, atacar os direitos de maternidade e paternidade, destruir a contratação colectiva e os direitos nela consagrados, atacar a liberdade sindical e o direito de greve.
Mas não contaram com a força dos trabalhadores. Desde o dia 01 de Outubro de 2025, na acção e intervenção nos locais de trabalho, bem como na preparação da Greve Geral, foram mais de 180 mil os trabalhadores que assinaram o abaixo-assinado dirigido ao Primeiro-Ministro, rejeitando o Pacote Laboral e exigindo a sua retirada bem como respostas aos problemas.
Os trabalhadores não se resignam, rejeitam o pacote laboral e estão determinados nesta luta pela derrota de uma política que põe em causa o futuro do País. Não aceitam retrocessos, exigem um outro rumo no qual os trabalhadores sejam valorizados e colocados no centro de uma política de desenvolvimento, progresso e justiça social.
Uma política que defenda e reforce os serviços públicos e as funções sociais do Estado, que defenda e reforce o Serviço Nacional de Saúde, a Segurança Social Pública, Universal e Solidária, a Escola Pública, que garanta o direito à Habitação. Uma política que assegure uma vida digna para todos os que trabalham e trabalharam tendo por base os direitos de Abril, que a Constituição consagra e que têm de ser aplicados.
A voz dos trabalhadores tem de ser ouvida:
Retirem o pacote laboral e revoguem as normas gravosas que já hoje existem na legislação laboral e que tanto prejudicam quem trabalha!
Daqui assumimos o compromisso de intensificar a luta reivindicativa e mobilização dos trabalhadores pela derrota do pacote laboral, por mais salário e direitos, contra o aumento do custo de vida, em defesa dos serviços públicos e das funções sociais do Estado.
Daqui afirmamos a determinação de recorrer a todas as formas de luta que a situação imponha, com vista à derrota e retirada do pacote laboral, à defesa dos direitos dos trabalhadores e à melhoria das suas condições de trabalho e de vida.
Daqui apelamos a todos os trabalhadores para que se mantenham firmes neste combate, e a todas as estruturas sindicais e organizações de trabalhadores para que mantenham a posição, o envolvimento e a convergência na luta pela rejeição do Pacote Laboral.
A força imensa demonstrada por quem trabalha serve de aviso a todos aqueles que consideram que a voz dos trabalhadores não conta. Será esta força imensa que dará expressão e continuação a qualquer luta que seja necessária desenvolver, com confiança, determinação e de olhos posto num futuro de progresso e justiça social.
Viva a CGTP-IN!
Viva a luta dos trabalhadores!
A luta continua!
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Depois da grande Greve Geral do passado dia 11 de Dezembro, onde os trabalhadores se fizeram ouvir e afirmaram bem alto a sua rejeição ao pacote laboral e a exigência da sua retirada, a CGTP-IN decidiu marcar para o próximo dia 13 de Janeiro de 2026 uma Manifestação, com início pelas 14h30 no Camões seguindo para S. Bento.
No quadro das acções de luta contra o pacote laboral, assumindo o seu compromisso com os trabalhadores, a CGTP-IN desenvolveu ao longo destes últimos meses um abaixo-assinado onde milhares de trabalhadores foram contactados, esclarecidos, informados e mobilizados. São dezenas de milhares os trabalhadores que, com a sua assinatura, expressaram a rejeição deste assalto aos direitos e às condições de trabalho que serão, no próximo dia 13 de Janeiro, entregues ao Primeiro-Ministro.
Está na hora de retirar o pacote laboral. Não ao retrocesso a à exploração!
Por mais salário, mais direitos, mais serviços públicos.
Assina a petição em https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT128857

Faleceu José Pereira da Costa, nosso estimado Camarada Zé Costa.
O Camarada Zé Costa integrou a direcção da União dos Sindicatos de Aveiro desde a sua fundação datada de 1975 até ao ano de 2020, ano em que se aposentou. Ao longo do seu percurso na União dos Sindicatos de Aveiro também fez parte da Comissão Executiva bem como do seu Secretariado.
Integrou a direcção do Sindicato dos Trabalhadores da Cerâmica, Construção e Madeiras de Aveiro.
Sempre muito activo e comprometido com as justas causas dos trabalhadores, foi um quadro que assumiu as responsabilidades no departamento de organização da União dos Sindicatos de Aveiro.
A Direcção Distrital da União dos Sindicatos de Aveiro presta homenagem a um Camarada que dedicou a sua vida à melhoria das condições de vida do trabalho e dos trabalhadores e, também, à luta mais geral pela transformação da sociedade.
Das suas qualidades humanas, recordaremos o seu fantástico humor, a sua fraternidade e camaradagem para com todos. À família deixamos uma palavra de solidariedade e um forte abraço, partilhando sentidamente este momento de consternação e dor.
Um até já Camarada Zé Costa!
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NOTA À IMPRENSA Nº 3
Greve Geral no distrito de Aveiro
Um enorme êxito
1. Analisando os dados gerais na sua posse, a Comissão Executiva da União dos Sindicatos considera que a adesão à Greve Geral no distrito de Aveiro constituiu um êxito assinalável.
2. No sector privado, foram muitas as empresas de vários sectores de actividade onde a adesão foi de 100% ou próximo disso.
3. No sector público, foram vários os hospitais que funcionaram apenas com os serviços mínimos, tribunais Judiciais, do Trabalho, e várias escolas que encerraram, diversos serviços autárquicos que não foram assegurados.
Para a Comissão Executiva da União dos Sindicatos de Aveiro, a forte adesão à Greve no distrito, confirma a rejeição dos trabalhadores à proposta de Pacote Laboral do Governo PSD/CDS e com a IL e o CH de mãos abertas para o aprovar na Assembleia da República.
4. O nível de adesão à greve é tanto mais relevante quanto é certo, que vivemos num distrito com assinaláveis níveis de desemprego e de precariedade, de pressão sobre os trabalhadores, onde os salários são baixos e onde existem milhares de trabalhadores a viver em situação de pobreza, factores que condicionam milhares de trabalhadores a participar na greve, não obstante estarem totalmente de acordo com os seus objetivos.
5. O grande nível de adesão à greve, bem como a enormíssima participação de trabalhadores em greve nas Concentrações das Praças da Greve em Aveiro e Santa Maria da Feira, confirmam a perspectiva da CGTP-IN, de que o governo do PSD/CDS desconhece a realidade em que vivem os trabalhadores e está socialmente isolado.
6. A Comissão Executiva da União dos Sindicatos de Aveiro, saúda todos os activistas e todos os trabalhadores, que independentemente da sua filiação sindical, não se pouparam a esforços para que a greve se salda-se por um enorme êxito.
7. O esclarecimento e mobilização dos trabalhadores para a luta vão continuar, desde já, com a continuação e intensificação da recolha de assinaturas de rejeição deste Pacote Laboral e de exigência do aumento dos salários de todos os trabalhadores.
Aveiro, 11 de Dezembro, de 2025
DIF/USA/CGTP-IN
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